BLOG

Circuito Cepe de Cultura apresenta a Ciranda de Fé

Circuito Cepe de Cultura apresenta a Ciranda de Fé

A edição do Circuito Cepe de Cultura deste mês, intitulada Ciranda de fé, está ancorada em temas que remetem à representação do sagrado, à conexão com a espiritualidade e ancestralidade de diversos credos. Neste momento tão difícil da pandemia de Covid-19, associar arte e fé faz todo sentido. Para aprofundar e ampliar o olhar sobre essa relação foram convidados profissionais representativos nos lugares que ocupam, seja nas atividades artísticas ou religiosas. A programação começa na próxima semana, entre os dias 27 e 29, com conteúdo voltado para adultos e crianças.

Pelo portal do evento qualquer pessoa poderá participar gratuitamente. Basta acessar o endereço www.circuitocepedecultura.com.br e escolher o que quer ver (programação abaixo).

“O tema do circuito é um estímulo ao diálogo, à partilha e à compreensão do outro, seja através de bate-papos, das rodas de ritmos e dos shows. É também um convite à renovação da fé na sua expressão mais ampla, a fé na vida, a fé nas pessoas, a fé no amanhã”, defende Jamille Barbosa, curadora do Circuito Cepe e gerente editorial da Fundação Gilberto Freyre.

Cinema, oficinas, atrações infantis, shows e rodas de ritmos povoam a programação. Porém, os bate-papos concentram o conteúdo mais conectado ao tema. Os três debates serão mediados pela jornalista e escritora Michelle Assumpção.

O primeiro, no dia 27 (terça-feira), às 15h, será com os artistas plásticos Roberto Ploeg e Miguel dos Santos. Eles conversarão sobre “As artes visuais e a representação do sagrado”.

Nascido na Holanda, Ploeg veio ao Brasil fazer mestrado em teologia latino-americana e desde 1982 reside no Nordeste. Para ele, a mudança da teologia para a pintura não chegou a ser radical, pois acredita que teologia e arte são de essências metafóricas. “Procuro a experiência do sagrado nas relações entre as pessoas e com a natureza, na ética. Como artista trago essa concepção nas imagens contemporâneas que pinto e representam narrativas atuais”, diz Roberto Ploeg.

Miguel dos Santos compartilha da mesma crença. “A obra de arte não é a soma do material ou da insignificante consciência humana. A criação é transcendente e atemporal”, diz. Respalda seu pensamento na carta dirigida aos artistas, escrita em 1999, pelo Papa João Paulo II, sobre o sagrado da arte. “Para mim esse é um dos documentos mais importantes do século 20. Na carta, o pontífice diz que a obra de arte é sagrada em si, não por retratar o sagrado”, destaca. Natural de Caruaru, o ceramista, pintor e escultor hoje mora em João Pessoa.

No dia 28, o bate-papo será sobre o tema: “A música como expressão de fé”, com o padre Damião Silva e o pastor André Barreto. Para o padre a música é pura expressão da alma. “A música é uma verdadeira oração que brota de um coração que está feliz em um ato de louvor, ou de um coração que está angustiado, triste, deprimido, como uma súplica que sobe ao céu A canção nos inspira a chegar em áreas do nosso emocional e do nosso espiritual como outras realidades não conseguem”, diz. Padre Damião conta que já ouviu diversos depoimentos de pessoas que dizem ter sido mais tocadas por músicas do que por uma pregação.

André Barreto também utiliza a música como instrumento de evangelização. É produtor da banda Divina Música que atua ainda em eventos como casamentos. O pastor é músico multi-instrumentista, professor de vários instrumentos e de iniciação musical infantil.

 

Já no dia 29, a conversa das 15h será sobre “Alimentação e práticas religiosas”. Participarão desse bate-papo o rabino Yair Alon e a advogada, sanitarista, feminista e ativista negra dos direitos humanos, Vera Baroni, Iyabasé e Ebomi do Ilê Obá Aganjú Okoloyá – Terreiro de Mãe Amara.

De acordo com o rabino, o judaísmo adota a santificação do vinho, a bênção sobre o pão, e o afastamento de alimentos como a carne suína ou os frutos do mar. “Se o corpo é a morada da alma, nada mais lógico que as religiões se preocupem com a pureza desse corpo. Pureza essa que pode ser violada, dentre várias outras formas, pela alimentação, já que o que comemos é o que nos dá força, nos dá vida. O cuidado com o que se pode e não se pode ingerir, bem como a sacralização dos alimentos é parte integral da espiritualidade e fator determinante na via de acesso ao divino”, ensina Yair Alon.

 

Confira a programação do Circuito Cepe de Cultura, que acontece no período de 27 a 29 de abril

 

Dia 27 de abril (terça-feira)

 

10h – Oficina

Estamparia, com Emerson Pontes. Inspirada nas manifestações populares de Pernambuco.

 

12h – Cineminha

Formiga come do que carrega (Tide Gugliano, 2013)

 

15h – Bate-papo

As artes visuais e a representação do sagrado, com Roberto Ploeg e Miguel dos Santos. Mediação de Michelle Assumpção

 

17h – Atração Infantil

Histórias para criar e recriar o mundo, com Luíza Fontes

 

19h – Roda de Ritmos – Ciranda

Com Severina Baracho, Mestre Anderson Miguel (Ciranda Raiz da Mata Norte) e Mestre Santino Cirandeiro. Produção de conteúdo e mediação de Climério de Oliveira.

 

21h – Show

Nando Cordel

Dia 28 de abril (quarta-feira)

 

10h – Oficina

Papietagem, com Tayane Ferreira. Inspirada no livro “Uma festa na floresta”, de Lêda Sellaro (Cepe, 2018)

 

12h – Cineminha

Cavalo Marinho (Associação Respeita Januário, 2014)

 

15h – Bate-papo

A música como expressão de fé, com Padre Damião Silva e o pastor André Barreto. Mediação de Michelle Assumpção

 

17h – Atração Infantil

O espelho da Lua, com a Tropa do Balacobaco

 

19h – Roda de Ritmos – Cavalo Marinho

Com Mestre Biu Alexandre (Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Condado), Mestre Grimário (Cavalo Marinho Boi Pintado, de Aliança) e Pedro Salustiano (Cavalo Marinho Boi Matuto, da Cidade Tabajara – Olinda). Produção de conteúdo e mediação de Climério de Oliveira.

 

21h – Show

Cantoria Crua

Dia 29 de abril (quinta-feira)

 

10h – Oficina

Cores e formas da natureza, com Porãozinho dos Ventos – Espaço de Vida

 

12h – Cineminha

Maracatu de Baque Solto (REC Produtores, 2013)

 

15h – Bate-papo

Alimentação e práticas religiosas, com Vera Baroni e o Rabino Yair Alon. Mediação de Michelle Assumpção

 

17h – Atração Infantil

O que tem na caixinha?, com Cia Caixinha de Música Band

 

19h – Roda de Ritmos – Maracatu Rural

Mestre João Paulo (Maracatu Leão Misterioso, de Nazaré da Mata), Mestre Cristiane Silveira (Maracatu Coração Nazareno, de Nazaré da Mata) e Mestre Canarinho (Maracatu Estrela de Ouro, de Aliança) Produção de conteúdo e mediação de Climério de Oliveira.

 

21h – Show

Grupo Bongar

 

 

Serviço:

Edição do Circuito Cepe de Cultura – Ciranda de Fé

Quando:  27 a 29 de abril

Onde: www.circuitocepedecultura.com.br

Evento gratuito

Texto: Assessoria de Imprensa da Cepe 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Compartilhar:

Deixe um comentário